quarta-feira, 18 de novembro de 2009

MARGINAIS-HERÓIS no CCBB -Rio em DEZEMBO


“Marginais-Heróis” debate os 50 anos
do Neoconcretismo no Brasil


Ferreira Gullar abre o seminário no CCBB-Rio

A história, a repercussão e os desdobramentos da arte contemporânea brasileira estarão em debate no seminário “Marginais-Heróis: 50 anos do Manifesto Neoconcreto”, que acontece nos dias 2, 9 e 16 de dezembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O evento comemora os 50 anos do Neoconcretismo no Brasil a partir da publicação do Manifesto Neoconcreto, no Jornal do Brasil, e a abertura da 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Museu de Arte Moderna (MAM/RJ), em 22 de março de 1959.

Passados 50 anos, artistas, pesquisadores, professores e críticos de arte se encontram para avaliar as contribuições e as repercussões do Neoconcretismo para o pensamento estético e as práticas artísticas atuais no Brasil. A abertura será no dia 2, às 17h30m, com a projeção do vídeo  “Neoconcretos”, da artista Katia Maciel, seguida de debate com o poeta Ferreira Gullar, Fernando Cocchiarale e Katia Maciel.

O seminário prossegue no dia 9, com as participações dos pesquisadores Mônica Almeida Kornis (FGV) e Paulo Sérgio Duarte (UCAM) na mesa sobre história e contexto da arte.  Em seguida, os professores e críticos Luiz Sérgio de Oliveira (UFF) e Paulo Venâncio Filho (UFRJ) continuam a discussão sobre o movimento. No dia 16, as repercussões e os desdobramentos da arte neoconcreta estarão em destaque em dois momentos, sendo o primeiro debate com as professoras Suely Rolnik (PUC-SP) e Sonia Salzstein (USP); seguido por Roberto Conduru (UERJ) e Sylvie Coëllier (Université de Provence, França).

“A comemoração pelos 50 anos do projeto Neoconcreto traz à atualidade um período único para as artes no Brasil. É necessário propor um encontro dessas experiências distantes no tempo. O que as liga? A atenção ao sensorial, à vivência, à experimentação? É preciso provocar encontros e trocas. Refletir sobre o passado é viver o presente”, explica a curadora Fabiana de Moraes.

O manifesto e a exposição representaram a ruptura diante dos preceitos técnico-científicos que guiavam o processo de criação dos artistas concretos do início da década de 50. Ferreira Gullar, acompanhado dos artistas plásticos Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape, Theon Spanudis e pelo jornalista Reynaldo Jardim, coloca a primeira pedra de um marco decisivo para a arte brasileira. Ao movimento, aderiram também, os artistas Aluísio Carvão, Carlos Fernando Fortes de Almeida, Cláudio Melo e Souza, Décio Vieira, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Osmar Dillon, Roberto Pontual e Willys de Castro.

“Ao se posicionar em defesa da liberdade de experimentação, valorizando a subjetividade, a intuição e as relações entre o observador e a obra de arte, o Neoconcretismo reuniu linhas de trabalho singulares e, ao mesmo tempo, diretrizes, formadoras de uma arte contemporânea brasileira”, destaca Fabiana de Moraes.

INSCRIÇÕES
O seminário é aberto ao público e haverá distribuição de senhas uma hora antes do início dos debates, que serão realizados no Teatro II do CCBB. A capacidade do teatro é de 155 lugares. Outras informações estão disponíveis no blog: http://marginaisherois.blogspot.com e no site: http://bb.com.br/cultura.

PROGRAMAÇÃO
Dia 2
17h30m: Abertura 
Projeção do vídeo “Neoconcretos” (2001), de Katia Maciel
Debate com Ferreira Gullar, Fernando Cocchiarale (MAM-RJ) e Katia Maciel (UFRJ)

Dia 9 - 16h30m
Mesa 1 - História/ Contexto para a arte
Mônica Almeida Kornis (FGV)
Paulo Sérgio Duarte (UCAM)

18h30m
Mesa 2 - Neoconcretismo: do conceito ao movimento
Luiz Sérgio de Oliveira (UFF)
Paulo Venâncio Filho (UFRJ)

Dia 16 - 16h30m
Mesa 1- Repercussões/Desdobramentos (Estética/Corpo/Subjetividade)
Suely Rolnik (PUC-SP)
Sonia Salzstein (USP)

18h30m
Mesa 2 - Repercussões/Desdobramentos II (Artes Visuais)
Roberto Conduru (UERJ)
Sylvie Coëllier (Université de Provence, França)

SERVIÇO
Seminário “Marginais-Heróis: 50 anos do Manifesto Neoconcreto”,
Dias 2, 9 e 16 de dezembro (quarta-feira)
Teatro II – capacidade: 155 lugares
Distribuição de senhas na bilheteria uma hora antes dos debates
Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro
Informações: 3808-2020
http://bb.com.br/cultura
http://marginaisherois.blogspot.com

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ferreira Gullar abre o seminário no CCBB-Rio

“Marginais-Heróis” debate os 50 anos do Neoconcretismo no Brasil

A história, a repercussão e os desdobramentos da arte contemporânea brasileira estarão em debate no seminário “Marginais-Heróis: 50 anos do Manifesto Neoconcreto”, que acontece nos dias 2, 9 e 16 de dezembro, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O evento comemora os 50 anos do Neoconcretismo no Brasil a partir da publicação do Manifesto Neoconcreto, no Jornal do Brasil, e a abertura da 1ª Exposição de Arte Neoconcreta, no Museu de Arte Moderna (MAM/RJ), em 22 de março de 1959.

Passados 50 anos, artistas, pesquisadores, críticos e professores de arte se encontram para avaliar as contribuições e as repercussões do Neoconcretismo para o pensamento estético e as práticas artísticas atuais no Brasil. A abertura será no dia 2, às 17h30m, com a projeção do vídeo “Neoconcretos”, da artista Kátia Maciel, seguida de debate com o poeta Ferreira Gullar e Fernando Cocchiarale, curador do MAM.

O seminário prossegue no dia 9, com as participações dos pesquisadores Mônica Almeida Kornis (FGV) e Paulo Sérgio Duarte (UCAM) na mesa sobre história e contexto da arte. Em seguida, os professores e críticos Luiz Sérgio de Oliveira (UFF) e Paulo Venâncio Filho (UFRJ) continuam a discussão sobre o movimento. No dia 16, as repercussões e os desdobramentos da arte neoconcreta estarão em destaque em dois momentos, sendo o primeiro debate com as professoras Suely Rolnik (PUC-SP) e Sonia Salzstein (USP); seguido por Roberto Conduru (UERJ) e Sylvie Coëllier (Université de Provence, França).

“A comemoração pelos 50 anos do projeto Neoconcreto traz à atualidade um período único para as artes no Brasil. É necessário propor um encontro dessas experiências distantes no tempo. O que as liga? A atenção ao sensorial, à vivência, à experimentação? É preciso provocar encontros e trocas. Refletir sobre o passado é viver o presente”, explica a curadora Fabiana de Moraes.

O manifesto e a exposição representaram a ruptura diante dos preceitos técnico-científicos que guiavam o processo de criação dos artistas concretos do início da década de 50. Ferreira Gullar, acompanhado dos artistas plásticos Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Lygia Pape, Theon Spanudis e pelo jornalista Reynaldo Jardim, coloca a primeira pedra de um marco decisivo para a arte brasileira. Ao movimento, aderiram também, os artistas Aluísio Carvão, Carlos Fernando Fortes de Almeida, Cláudio Melo e Souza, Décio Vieira, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Osmar Dillon, Roberto Pontual e Willys de Castro.

“Ao se posicionar em defesa da liberdade de experimentação, valorizando a subjetividade, a intuição e as relações entre o observador e a obra de arte, o Neoconcretismo reuniu linhas de trabalho singulares e, ao mesmo tempo, diretrizes, formadoras de uma arte contemporânea brasileira”, destaca Fabiana de Moraes.

INSCRIÇÕES
O seminário é aberto ao público e haverá distribuição de senhas uma hora antes do início dos debates, que serão realizados no Teatro II do CCBB. A capacidade do teatro é de 155 lugares. Outras informações estão disponíveis no blog: http://marginaisherois.blogspot.com e no site: http://bb.com.br/cultura.

PROGRAMAÇÃO
Dia 2
17h30m: Abertura
Projeção do vídeo “Neoconcretos” (2001), de Katia Maciel
Debate com Ferreira Gullar e Fernando Cocchiarale (MAM-RJ)

Dia 9
16h30m: Mesa 1 - História/ Contexto para a arte0820220
Mônica Almeida Kornis (Pesquisadora CPDOC/FGV)
Paulo Sérgio Duarte (UCAM)

18h30m: Mesa 2 - Neoconcretismo: do conceito ao movimento
Luiz Sérgio de Oliveira (UFF)
Paulo Venâncio Filho (EBA/UFRJ)

Dia 16
16h30m: Mesa 1- Repercussões/Desdobramentos (Estética/Corpo/Subjetividade)
Suely Rolnik (PUC-SP)
Sonia Salzstein (USP)

18h30m: Mesa 2 - Repercussões/Desdobramentos II (Artes Visuais)
Roberto Conduru (UERJ)
Sylvie Coëllier (Université de Provence, França)

SERVIÇO
Seminário “Marginais-Heróis: 50 anos do Manifesto Neoconcreto”,
Dias 2, 9 e 16 de dezembro (quarta-feira)
Teatro 2
Capacidade: 155 lugares
Distribuição de senhas na bilheteria uma hora antes dos debates
Rua Primeiro de Março, 66, Centro – Rio de Janeiro
Informações: 3808-2020

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em dezembro no CCBB Rio

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Post estraído do blog do Mauro Ferreira


Resenha de CD
Título: Canibália
Artista: Daniela Mercury
Gravadora: Sony Music
Cotação: * * * 1/2

Canibália, o 13º álbum de Daniela Mercury, é coerente com seu título de origem antropofágica. Cosmopolita, a baiana põe no tabuleiro doses concentradas de eletrônica, um tantinho de r & b - em Life Is Beautiful, parceria com o rapper norte-americano Wyclef Jean, convidado do tema que celebra a vida e a Bahia - e um bocadinho de rap, evocado nos compassos iniciais de Trio em Transe. Contudo, por mais que carregue outros balangandãs neste álbum que remete ao iluminado disco Sol da Liberdade (2000) pela maior liberdade estética e pelas bases eletrônicas de várias faixas, a baiana oferece como quitute principal o samba de sua terra. Celebrado tanto na faixa intitulada Benção dos Sambas - ummedley que agrega Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso), Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi) e Samba da Benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes) - como na batucada que encerra a turbinada releitura eletrônica de Tico-Tico no Fubá, o choro de 1931 que deu projeção internacional ao compositor Zequinha de Abreu (1880 - 1935) na voz de Carmen Miranda (1909 - 1955). Tempero natural da azeitada salada tropicalista de Canibália, aBrazilian Bombshell é citada em verso de Trio em Transe - tema que relaciona na letra personagens e filmes do cinema brasileiro - e tem sua voz sampleada por Daniela no charmoso dueto virtual de O Que É Que a Baiana Tem?, o samba-emblema do recorrente Dorival Caymmi (1914 - 2008). A baiana tem visão internacional...

Por mais que atravesse fronteiras ao perseguir um tom cosmopolita, numa busca refletida nos versos poliglotas de One Love (faixa que soterra a percussão baiana sob beats eletrônicos),Canibália cresce justamente quando gira em torno do samba da terra. Oyá por Nós - parceria de Daniela com Margareth Menezes - é aquecida pelo calor da voz de Maga e do baticum afro-baiano. Omedley Preta - que junta Eu Sou Preto (J. Velloso e Mariene de Castro) com Sorriso Negro (Adilson Barbado, Jair Carvalho e Jorge Portela) - celebra a negritude num tom mestiço que remete ao último álbum de estúdio da cantora, Balé Mulato (2006). Convidado da faixa, Seu Jorge defende com propriedade o samba popularizado por Ivone Lara em 1981, com direito a discurso por mais cidadania e trabalho ao fim do tema. É bom momento deCanibália, assim como Sol do Sul, reggae que - a despeito de ter sido feito por Daniela com seu filho Gabriel Póvoas na invernal Londres - ilumina a ideia política da integração da América do Sul.

Feito sob a luz da alegria, traço recorrente na ensolarada discografia de Daniela e mote da faixa A Vida É um Carnaval,Canibália celebra também os direitos indígenas em Dona Desse Lugar, exalta o amor (e a liberdade de amar) na balada Castelo Imaginário e agrega familiares da artista nos vocais afetuosos deCinco Meninos, a música mais pungente do CD. Nesse mosaico antropofágico, há ainda espaço para a releitura moderninha de O Que Será? (À Flor da Pele), o tema lançado por Chico Buarque em 1976. No todo, Canibália não chega a figurar entre os melhores discos de Daniela, porque nem sempre as músicas inéditas estão à altura das ideias defendidas nas letras, mas a baiana reafirma a habitual inquietude ao se enfeitar com novos balangandãs e ao recusar a mesmice imperante no ritmo rotulado como axé music.

sábado, 31 de outubro de 2009

Redes Sociais ajudam na cobertura da imprensa



Redes Sociais ajudam na cobertura da imprensa
Fonte: Comunique-se

Jornalistas participantes do debate “O que um jornalista precisa para se integrar à Era das Novas Mídias”, do 3º MediaOn, defenderam o uso das mídias sociais como uma forma de colaboração na cobertura. O painel foi formado por Tiago Dória, jornalista e editor de blog sobre cultura, web, tecnologia e mídia hospedado no IG ,e José Roberto Toledo, jornalista especializado em política e jornalismo de precisão. A discussão foi mediada por Carlos Drummond, coordenador do curso de jornalismo multimídia das Faculdades de Campinas (Facamp).
“No caso da prova do Enem, o Estadão descobriu o suspeito por meio do Orkut e Facebook, isso primeiro que a Policia Federal. O que mostra como é importante um jornalista fazer parte de uma rede social”, declarou Toledo.
O jornalista também disse que o Twitter é uma importante ferramenta para os jornalistas. “As pessoas colocam informações jornalisticamente relevantes lá”, defendeu Toledo, que ainda acrescentou. “O Twitter é como um garfo, você pode usar pra se alimentar ou para espetar alguém”.
Tiago Dória destacou que no uso das redes sociais deve haver uma cooperação entre jornalista e leitor. “É necessário levar as pessoas a conhecer melhor o mundo, mas fazer também com que elas te ajudem nessa missão”.
Dória também abordou a questão da quantidade de informação, do fácil acesso e da disputa do tempo dos leitores. Para ele, a receita do sucesso online vai além da parte operacional. “É preciso dominar os conceitos e não as ferramentas. Elas são um meio para ir a algum lugar. Hoje é o Twitter, amanhã é outra ferramenta. As ferramentas vão e voltam e os conceitos ficam”, declarou.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Revolução Francesa, na música, na imagem e na história



BAZAR DE IDEIAS

A Revolução Francesa, na música, na imagem e na história

Flávio Silva

Dias 16 e 23 de novembro | das 19h30 às 21h30

Em duas palestras de duas horas cada,o musicólogo Flávio Silva*, apresentará um dos mais ricos e perturbados períodos da história européia através de suas músicas e imagens. O trabalho tem como base tem como base um arquivo de 75 gravações de músicas de época e mais de 300 imagens (pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, tanto de origem popular como erudita), muitas delas encontradas em louças, panfletos e periódicos.

Durante a Revolução, cada acontecimento de algum relevo dava origem a músicas e a imagens diversas. Alguns desses acontecimentos eram objeto de enormes festas públicas, que exigiam uma liturgia própria, incluindo desfiles e músicas adequadas. O período revolucionário também foi fértil na criação de peças teatrais, com ou sem música, como La naissance de la très haute, très puissante et très désirée Madame Constitution, “comédie héroï-comico-lyrique en trois actes representée aux Thuilleries par les célèbres Comédiens de la Patrie”, impressa em 1790 na Imprimerie Constitutionelle.

Ao lado de manifestações nitidamente populares, compositores de origem erudita criavam hinos à Razão, às Árvores da Liberdade, à Igualdade, à inauguração de Templos da Liberdade, ao Ser Supremo, além de celebrar vitórias militares ou feitos como os de dois adolescentes que deram a vida em confrontos com exércitos contra-revolucionários.

Há um grande paralelismo entre a produção musical e a de artes plásticas, que, juntas, fazem, em muitíssimos casos, a crônica do dia-a-dia da época revolucionária e de seus episódios mais significativos. Foram encontradas mais de mil canções desse período, que, certamente, tiveram variantes não recolhidas. Há dezenas de estrofes relatando a queda da Bastilha. Não parece haver exemplo anterior de movimento social que tenha gerado, em tão curto tempo, tantas narrativas, musicadas ou ilustradas, exaltando ou ridicularizando personagens, situações, eventos. A sede de informações aumentou enormemente a circulação de periódicos, contribuindo, também, para a multiplicação de imagens.

A Revolução Francesa, que aboliu a realeza, esvaia-se ao completar 10 anos, quando foi sufocada pelo golpe de estado que culminou com a auto-coroação de Napoleão. Durante esse curtíssimo período, foi fundado o Museu do Louvre, instituído o sistema métrico decimal, atribuída especial ênfase à educação pública; foram, também, publicados tratados científicos e matemáticos. Seu legado não se limita, portanto, aos milhares de guilhotinados sob as mais diversas acusações. Ele foi, sobretudo, um período que abriu as comportas para as mais exacerbadas paixões, animado com uma pregação de igualdade e de liberdade inédita na história da humanidade.

Em 1795, foi criado o Conservatório de Paris, com um sistema de educação musical que serviria de modelo para estabelecimentos congêneres em todo o mundo. A música, saindo dos palácios para as praças públicas e os grandes espaços, preteriu os instrumentos de cordas e o cravo em benefício dos conjuntos de sopros e percussões, que atuavam, frequentemente, em conjunto com grandes massas corais. Essas formações mistas, muito mais adequados às enormes multidões reunidas para as mais diversas celebrações cívicas, chegaram a reunir milhares de instrumentistas e coralistas. Consolidou-se, assim, um modelo para as bandas de música militares, que favoreceu a posterior eclosão de bandas civis. Os coros revolucionários, por outro lado, constituíram a fonte para a multiplicação de coros leigos, que invadiram o ambiente escolar e resultaram em práticas orfeônicas adotadas em vários países, inclusive no Brasil do início do séc. XX, sobretudo graças à pregação de Villa-Lobos.

A Revolução Francesa não produziu obras musicais ou criadores como os que asseguraram o esplendor da escola austríaca de então. A profundidade da comoção social vivenciada era oposta à relativa estabilidade que a Áustria experimentava, e não propiciava um ambiente propício ao aprofundamento do pensamento musical. É certo, porém, que suas músicas influenciaram Beethoven: a Marche Lúgubre, de Gossec, preludia a “Marcha Fúnebre” da Eroica, e o início do Hyumne à l’Agriculture, de Jadin, anuncia o último movimento da Pastoral. Berlioz é impensável sem as exacerbações do período revolucionário: a “marcha para o suplício” da Sinfonia fantástica é uma trágica evocação dos desfiles de carroças com condenados à guilhotina.

Nas artes plásticas, acentuou-se a imitação de modelos greco-romanos, que também inspiraram a arquitetura da época, com projetos monumentais que chegam a prefigurar o realismo-socialista jdanoviano-stalinista, os grandiosos projetos de Speer para a Alemanha nazista e o “Altare della Patria” mussoliniano. Chegou-se, mesmo, a conceber as artes em geral como indispensáveis para impulsionar o fervor cívico e revolucionário; o acento heróico deveria substituir as “músicas efeminadas” da realeza.

O movimento abolicionista francês, impulsionado pela Société des Amis des Noirs (Mirabeau, Condorcet, La Fayette...), de 1788, resultou na lei de abolição da escravatura de 1794 e em canções como La liberté des nègres e Chant d’une esclave affranchie. Essa lei, de difícil aplicação nas colônias, onde seria, de fato, necessária, foi revogada por Napoleão, em 1802.

Flavio Silva | estudou de musicologia em Paris, tendo-se dedicado, sobretudo, à etnomusicologia, com Jacques Chailley, Tran Van Khê, Simha Arom, Claude Laloum, Émile Leipp e Claudie Marcel-Dubois, sob cuja orientação, e com apoio de Luiz Heitor, preparou a memória Origines de la samba urbaine à Rio de Janeiro, só concluída em 1974, após voltar ao Brasil e fazer intensa pesquisa em cerca de 2.500 periódicos cariocas publicados, sobretudo, de 1916 a 1918.

Em 1977, ingressou na Funarte, no então Instituto Nacional de Música, onde exerceu as mais diversas funções envolvendo divulgação e organização musical no Brasil e ocupado vários cargos, inclusive o de diretor do atual Centro da Música, do qual é coordenador de música erudita. Coube-lhe organizar as Bienais de Música Brasileira Contemporânea XV a XVII. Publicou diversos livros entre eles Camargo Guarnieri − O tempo e a música e Camargo Guarnieri. Até o momento soma a publicação de 14 artigos e 5 livros. brasileira.

É membro da Academia Brasileira de Música.

Assista um trecho do curso: http://mais.uol.com.br/view/291217

(Realizado no Academia Brasileira de Letras realizado no início de 2009. “ A França na ABL”)

Curso: A Revolução Francesa, na música, na imagem e na história.

Com: Flávio Silva

Formato : 2 aulas ilustradas dias – 16 e 23 de novembro. Segundas-feiras. Das 19h30 às 21h

Preço : Curso completo : R$ 150,00 (Inscrições Antecipadas: R$ 140,00 pelas 2 palestra)

Palestras avulsas : R$ 75,00

Local : Espaço Cultural Maurice Valanci – Rua Martins Ferreira,48. Próximo à Cobal de Botafogo

Fácil estacionamento

Informações e Inscrições : Nena Rache :Telefone: 83652707

Realização : BAZAR DE IDEIAS http://bazardeodeiasrj.blogspot.com/

Assessoria de Comunicação | Cida Fernandes : 21.25273432 – 86243980 | cidaclf@gmail.com

Skype: cidafioravantifernandes

URL: http://culturalcoletivo.blogspot.com/

Twitter: @cidafernandes

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Tia Surica e Velha Guarda da Portela




Dia 29 de outubro, quinta-feira, 18h45. Entrada Franca
Iranette Ferreira Barcellos nasceu em Madureira no dia 17 de novembro de 1940. Aos 4 anos já desfilava pela Portela, presa à cintura da mãe, Judith, acompanhada de perto pelo pai, conhecido como Pio. O apelido foi dado por sua avó quando ela ainda era pequena. Surica é um adjetivo usado para roupa curta, por encolhimento. Quem conhece Iranette e seu 1,47m sabe que o apelido lhe cai como uma luva. O que falta em altura sobra em talento e alegria. Em 1966 foi puxadora do samba-enredo “Memórias de um Sargento de Milícias”, de autoria de Paulinho da Viola, ao lado de Maninho e Catoni. Entrou para a Velha Guarda da Portela em 1980 a convite de Manacé. Mora até hoje no bairro onde nasceu, em uma vila bem próxima ao Portelão. Sua casa, conhecida como Cafofo da Surica, é palco de festas memoráveis nas quais além de uma boa roda de samba pode-se apreciar os dotes culinários da anfitriã. Seu primeiro CD solo, produzido por Paulão 7 Cordas, conta com as participações especiais de Teresa Cristina, Monarco, Velha Guarda da
Portela e ainda com músicos como: Humberto Araújo (flauta e sax tenor), Ovídio Brito (cuíca) e Mauro Diniz (cavaquinho). O repertório traz músicas inéditas de bambas Portelenses como Monarco, Aniceto e Chico Santana. No CD encontram-se músicas como: Pintura sem arte (Candeia), Lama (Mauro Duarte), Cafofo da Surica (Tereza Cristina), entre outras.
Roteiro : Da Cor do Pecado (Bororó),Maria do Tambá.Fiz Um Samba (Vasco Debritto),Rio (Nelson Faria/Kátia Rabello),Pela Guanabara, Palmares,Negócio Possível (Nelson Ângelo), Olha aquí, Beijos (Cartola/Paulinho Tapajós), Madrugada (Arthur Verocai/Paulinho Tapajós), Zelão (Sérgio Ricardo),Na orelha do pandeiro.


SERVIÇO
Quase Sete -Quintas - feiras às 18h45
Teatro Gonzaguinha - Rua Bendito Hipólito, 125 - Praça XI - Cento (Metrô Praça XI) . TEL:22216213 | Entrada Franca |Acesso a cadeirantes
Dia 29 de outubro, quinta-feira, 18h45. Entrada Franca
Tia Surica e Velha Guarda da Portela

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